segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Revolução de 1383



A revolução de 1383 e a formação da identidade nacional

A questão dinástica e os confrontos político-sociais

Em 1383, com a morte de D. Fernando I, foi aclamada D. Beatriz como rainha de Portugal, e D. Leonor Teles assumiu a regência do reino, o que lhe assegurava um longo período de governo, visto que D. Beatriz ainda não tinha filhos. Registaram-se, então, tumultos em muitas cidades e vilas, pois a maioria do povo odiava a regente e temia a entrega do reino a Castela.
Preparou-se um golpe de Estado, com o fim de afastar a regente e matar o seu conselheiro, o fidalgo galego João Fernandes Andeiro, acusado de influenciar D. Leonor na condução da política nacional. Para executar o plano foi escolhido D. João, Mestre da Ordem Militar de Avis, que, por ser cunhado da rainha, tinha acesso fácil ao Paço Real.
D. Leonor Teles viu-se obrigada a fugir para Santarém, de onde pediu ajuda ao seu genro, o rei de Castela. Entretanto, nas ruas de Lisboa, o povo aclamava o Mestre de Avis como «Regedor e Defensor do Reino», instigando os cidadãos mais ricos e notáveis a aderir à sua causa.
Rapidamente a rebelião alastrou a todo o País. A população dividiu-se e, em várias localidades que tinham aderido à causa de D. Beatriz, o povo tomou castelos e fortalezas.

Oliveira, A., Cantanhede, F. et alii, História 8, volume 1, Texto Editores, (p. 16).

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