segunda-feira, 5 de maio de 2008

Napoleão


O governo não era respeitado pelas outras camadas sociais. Os burgueses mais lúcidos e influentes perceberam que com o Diretório não teriam condição de resistir aos inimigos externos e internos e manter o poder. Eles acreditavam na necessidade de uma ditadura militar, uma espada salvadora, para manter a ordem, a paz, o poder e os lucros.
A figura que sobressai no fim do período é a de
Napoleão Bonaparte. Ele era o general francês mais popular e famoso da época. Quando estourou a revolução, era apenas um simples tenente e, como os oficiais oriundos da nobreza abandonaram o exército revolucionário ou dele foram demitidos, fez uma carreira rápida. Aos 24 anos já era general de brigada. Após um breve período de entusiasmo pelos jacobinos, chegando até mesmo a ser amigo dos familiares de Robespierre, afastou-se deles quando estavam sendo depostos. Lutou na Revolução contra os países absolutistas que invadiram a França e foi responsável pelo sufocamento do golpe de 1795.
Enviado ao
Egito para tentar interferir nos negócios do império inglês, o exército de Napoleão foi cercado pela marinha britânica nesse país, então sobre tutela inglesa. Napoleão abandonou seus soldados e, com alguns generais fiéis, retornou à França, onde, com apoio de dois diretores e de toda a grande burguesia, suprimiu o Diretório e instaurou o Consulado, dando início ao período napoleônico em 18 de brumário (10 de Novembro de 1799).
O Consulado era representado por três elementos: Napoleão, o
abade Sieyès e Roger Ducos. Na realidade o poder concentrou-se nas mãos de Napoleão, que ajudou a consolidar as conquistas burguesas da Revolução.

Revolução francesa


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

definiçoes

Crise económica: Interrupção do crescimento da ecónomia provocada no século XIV pela peste fome e guerra tendo-se manisfestado.

Quebra demográfica: Diminuição da população num determinado período.

Desvalorização monetária: Diminuição do valor da moeda.

Revolução: Mudança rápida que provocou alteraçôes profundas na ecónomia, na política na sociedade e na cultura.

Navegação astronómica: Navegação orientando-se pelos astros.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Revolução de 1383



A revolução de 1383 e a formação da identidade nacional

A questão dinástica e os confrontos político-sociais

Em 1383, com a morte de D. Fernando I, foi aclamada D. Beatriz como rainha de Portugal, e D. Leonor Teles assumiu a regência do reino, o que lhe assegurava um longo período de governo, visto que D. Beatriz ainda não tinha filhos. Registaram-se, então, tumultos em muitas cidades e vilas, pois a maioria do povo odiava a regente e temia a entrega do reino a Castela.
Preparou-se um golpe de Estado, com o fim de afastar a regente e matar o seu conselheiro, o fidalgo galego João Fernandes Andeiro, acusado de influenciar D. Leonor na condução da política nacional. Para executar o plano foi escolhido D. João, Mestre da Ordem Militar de Avis, que, por ser cunhado da rainha, tinha acesso fácil ao Paço Real.
D. Leonor Teles viu-se obrigada a fugir para Santarém, de onde pediu ajuda ao seu genro, o rei de Castela. Entretanto, nas ruas de Lisboa, o povo aclamava o Mestre de Avis como «Regedor e Defensor do Reino», instigando os cidadãos mais ricos e notáveis a aderir à sua causa.
Rapidamente a rebelião alastrou a todo o País. A população dividiu-se e, em várias localidades que tinham aderido à causa de D. Beatriz, o povo tomou castelos e fortalezas.

Oliveira, A., Cantanhede, F. et alii, História 8, volume 1, Texto Editores, (p. 16).